Vinícius Mingotti, do Operário, tem lesão grave e vai operar joelho; especialista explica
O atacante Vinícius Mingotti vai desfalcar o Operário Ferroviário pelos próximos meses na temporada 2026. O atleta sofreu uma lesão no Ligamento Colateral Medial (LCM). A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa do Fantasma.
Mingotti ficou de fora do último jogo-treino diante do Andraus, em vitória do alvinegro de Vila Oficinas por 1 a 0. De acordo com a nota oficial do Operário, “a lesão ocorreu durante um treinamento realizado no dia 30 de dezembro”.
O Fantasma ainda explica que o procedimento cirúrgico será realizado conforme programação médica, seguindo todos os protocolos necessários”. Neste momento, pré-cirurgia, Mingotti passa por acompanhamento no setor médico e de fisioterapia do clube.

Entenda a lesão de Mingotti
A lesão que Vinícius Mingotti sofreu foi no Ligamento Colateral Medial (LCM). Este ligamento controla o movimento de valgo, que é quando o joelho se fecha. É diferente de uma lesão de LCA, que é o Ligamento Cruzado Anterior. “O LCA controla o movimento para frente e a rotação do joelho. É o principal ligamento, podemos dizer popularmente que ele segura o joelho”, aponta o fisioterapeuta Lucas Moro.
O especialista também explica que os ligamentos possuem estruturas diferentes e que o tempo de recuperação também varia.
“O LCM é um ligamento mais grosso, como uma faixa larga de proteção na lateral do joelho, já o LCA é mais fino e fica dentro da articulação, por isso não costuma cicatrizar sozinho”, detalha.
Geralmente, o tratamento de lesões no Ligamento Colateral é conservador, sem cirurgia. No entanto, isto depende da gravidade de lesão, de eventuais contusões de outros ligamentos, da estabilidade do joelho e do histórico do atleta.
Como anunciado pelo próprio Operário, o caso de Mingotti é cirúrgico e, com isso, o tempo de recuperação gira entre cinco a seis meses. Dessa forma, o atacante perderá todo o Campeonato Paranaense e, ao menos, as rodadas iniciais da Copa do Brasil, Série B e Copa Sul-Sudeste.
Já no caso de lesões de LCA, a volta pode levar de nove a 12 meses. “Por ele ser mais fino e menos vascularizado que o LCM, o processo de cicatrização e recuperação é mais lento e demorado, além dele ser o maior estabilizador do joelho, o que torna mais complexa a recuperação”, detalha Lucas Moro.
De acordo com o fisioterapeuta, a lesão de LCM é mais comum que de LCA, porém é menos falado visto que a maioria dos casos não necessita de cirurgia. “Sempre que rompe o LCA é cirúrgico”, reforça. “No futebol, o LCM machuca mais vezes, mas o LCA machuca mais forte”, completa o fisioterapeuta Lucas Moro.
Outros casos de LCM no Operário
Dois atletas passaram anteriormente por tratamentos diferentes no Operário após lesão de LCM. Em 2021, o zagueiro William Machado, hoje no Mirassol, não precisou fazer cirurgia. Ele se recuperou com tratamento conservador. Por outro lado, o meia-atacante Jean Carlo, em 2020, teve que passar por cirurgia.
