Anel de Conectividade: UEPG inicia conexões de projeto que ligará 26 cidades do Paraná

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) deu início à implantação de uma rede de alta capacidade de processamento de dados que vai interligar 26 cidades do Paraná. Os primeiros equipamentos do chamado Anel de Conectividade do Paraná já começaram a ser instalados em Ponta Grossa e Curitiba, com expansão prevista para Guarapuava e Cascavel nas próximas etapas.

O projeto prevê a criação de uma infraestrutura voltada à integração de universidades estaduais e instituições de ciência e tecnologia, com previsão de conclusão até o final de 2026.

Rede de alta velocidade vai interligar universidades e centros de pesquisa

A proposta é implantar uma rede com links de 400 Gbps entre instituições públicas de ensino superior e pesquisa no Estado, permitindo maior compartilhamento de dados e integração entre pesquisadores.

“Este projeto de integração da pesquisa de instituições públicas é uma forma de estimular o trabalho conjunto de nossos pesquisadores e vai com certeza alavancar a ciência no estado”, afirma o reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto. “Para a UEPG, é uma honra ser a instituição que sedia esta iniciativa, e que será o nó de toda a rede. Uma oportunidade de liderar a modernização na área de redes e de supercomputadores”.

Investimento supera R$ 30 milhões em infraestrutura de dados

O projeto conta com mais de R$ 30 milhões em investimentos, destinados à aquisição de equipamentos de grande porte, como roteadores de alta capacidade, links de longa distância e infraestrutura de fibra óptica distribuída pelo Paraná.

“São equipamentos de rede de grande porte, com portas de 400 Gbps e capacidade agregada de 7,2 Tbps cada, que serão utilizados para interligar 26 cidades onde estão os campi e unidades das universidades estaduais e centros de pesquisa”, explica Luiz Gustavo Barros, diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação da UEPG e coordenador do projeto.

Segundo ele, a primeira fase deve ser concluída até março. “Até março, teremos a primeira etapa concluída, que é a rota Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava e Cascavel funcionando em 400Gbps, ligando UEPG, Unicentro e Unioeste”.

Projeto amplia capacidade de pesquisa no Paraná

A expectativa é que a nova estrutura coloque o Paraná como o estado com maior capacidade de conectividade voltada à pesquisa científica no país, com possibilidade de expansão futura.

“Trata-se de um investimento importante naquela que será a maior e mais potente rede de conectividade entre ativos públicos de ciência e tecnologia do país”, avalia o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona.

Para a vice-reitoria da instituição, a rede deve impactar diretamente a produção científica em todas as regiões do Estado. “Todos os cantos do Paraná vão ser atendidos por essa facilidade, que é uma ferramenta de trabalho fundamental, muito importante, que vai facilitar a comunicação integral, com transmissão de dados de maneira praticamente instantânea entre instituições de pesquisa. É um grande ganho para a pesquisa, a ciência e a tecnologia do estado do Paraná, com o protagonismo da UEPG”, destaca o vice-reitor Ivo Mottin Demiate.

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