Ponta Grossa elege três delegados para a 6ª Teia Nacional de Cultura Viva
Ponta Grossa escolheu três representantes para a 6ª Teia Nacional de Cultura Viva, um dos principais espaços de articulação da política cultural brasileira. A decisão ocorreu durante o Fórum Cultura Viva Paraná, realizado entre os dias 30 de janeiro e 1º de fevereiro, na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, reunindo cerca de 200 agentes culturais do estado.
Os delegados eleitos representam a macrorregião dos Campos Gerais e irão participar do encontro nacional em Aracruz, no Espírito Santo, levando as demandas, debates e propostas construídas ao longo da etapa estadual.
Foram eleitos como delegados por Ponta Grossa:
Na categoria Pessoas com Deficiência (PCD):
- Beatriz da Paixão Freitas, do Grupo Dupla de Dois;
- Iracema Barbosa dos Anjos Malanhuk, da Feira Estação das Artes.
Na categoria geral:
- Everson Pontes, da Liga Cultural das Organizações Carnavalescas de Ponta Grossa.
Representação estadual e debate ambiental
Além da escolha dos delegados para a etapa nacional, o fórum também definiu representantes para a Comissão Estadual dos Pontos de Cultura do Paraná. O grupo será responsável pela articulação política e institucional dos Pontos de Cultura em todo o Estado.
Um dos principais eixos debatidos pelos representantes foi a relação entre patrimônio cultural e meio ambiente, com foco na chamada justiça climática. Para os delegados, a preservação da memória e da identidade cultural é parte essencial das estratégias de sustentabilidade.
“Não há justiça climática sem memória territorial, especialmente das populações tradicionais e comunidades periféricas. O patrimônio cultural pode ser uma ferramenta de educação climática.”
Fórum reúne cerca de 200 agentes culturais
O encontro em Guarapuava integrou a etapa preparatória para o V Fórum Nacional de Pontos de Cultura. Durante os três dias de atividades, aproximadamente 200 representantes de diferentes regiões do Paraná discutiram temas como a governança da Política Nacional de Cultura Viva e a construção do Plano Nacional para os próximos dez anos.
O fórum também serviu como espaço de articulação entre coletivos, artistas, produtores culturais e movimentos sociais, consolidando propostas que serão levadas à etapa nacional.

