Memorial da Existência transforma lembranças de PG em e-book, podcast e exposição

A memória urbana de Ponta Grossa será construída a partir dos relatos de seus próprios moradores. Essa é a proposta do Memorial da Existência, iniciativa cultural que está coletando histórias sobre 19 locais do município.

O projeto — realizado pela Inspire Projetos Criativos — conta com apoio da Copel, por meio do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Profice), e convida a comunidade a participar enviando relatos pelo site oficial ou pelo Instagram, em @memorialdaexistencia.

Lugares que fazem parte da identidade da cidade

Entre os espaços mapeados estão pontos tradicionais e afetivos da cidade, como:

  • Estádio Germano Krüger (Oficinas)
  • Aeroporto Sant’Ana (Cará-Cará)
  • Praça Getúlio Vargas, conhecida como Praça dos Bichos (Nova Rússia)
  • Bar do Pelé (Guaragi)
  • Açougue do Adi (Órfãs)
  • Armazém Três Barras (Itaiacoca)
  • Clube Santa Cecília (Uvaranas)
  • Clube Olinda (Olarias)
  • Parque Margherita Masini (Vila Estrela)
  • Calçadão (Centro)
  • Gruta Santa Mônica (Jardim Carvalho)
  • Olho D’Água São João Maria (Neves)
  • Paróquia Santa Luzia (Chapada)
  • Paróquia Espírito Santo (Colônia Dona Luiza)
  • Associação de Moradores do Parque Nossa Senhora da Graça (Boa Vista)
  • Centro de Eventos (Contorno)
  • Escola Municipal Idália Goes (Cristo Rei/Periquitos)
  • Escola Municipal Cláudio Mascarenhas (Pinheirinhos/Uvaia)
  • Praça Hulda Roedel (Ronda)

Como participar do Memorial

Qualquer pessoa pode enviar relatos — mesmo que curtos — contando memórias, experiências ou histórias vividas nesses locais.

Segundo Rafaela Prestes, coordenadora do projeto, a ideia é reconhecer as experiências cotidianas como parte da história da cidade. “Nosso objetivo é organizar um registro que valorize as narrativas das pessoas, entendendo que a memória coletiva é formada pelas vivências individuais”, afirma.

Para Eduardo Godoy, da Estratégia Projetos Criativos — parceira do projeto —, a iniciativa também cumpre um papel de democratização cultural. “Quando criamos um ambiente aberto para que as pessoas compartilhem suas lembranças e experiências, incentivamos o reconhecimento da própria trajetória dentro da cidade. Cada contribuição amplia esse acervo e reforça a ideia de pertencimento”, destaca.

As contribuições vão integrar um acervo digital público e também compor um Inventário Participativo do Memorial da Existência.

O que o projeto vai produzir

Além da coleta de histórias, o projeto prevê:

  • Publicação de e-book
  • Produção de podcast
  • Exposição física
  • Instalação de placas e totens informativos nos 19 lugares mapeados
  • Oficinas de educação patrimonial em escolas municipais

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo WhatsApp (42) 99935-9500.

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