Boschilia em ação pela final do Paranaense entre Operário e Londrina

Final do Paranaense: Operário e Londrina empatam sem gols no Germano e decisão fica para o Café

Com mais de 9,5 mil torcedores no Estádio Germano Krüger, em uma tarde de muito calor em Ponta Grossa, o Operário Ferroviário empatou em 0 a 0 com o Londrina neste sábado (28), pelo jogo de ida da final do Paranaense 2026.

Com o placar zerado em Vila Oficinas, a decisão do título fica completamente aberta para o próximo sábado (7), às 16h, no Estádio do Café, em Londrina — que atualmente tem capacidade liberada para 19 mil torcedores.

Antes disso, porém, o Fantasma volta as atenções para a Copa do Brasil. Na quarta-feira (4), às 18h, visita o Betim, em Minas Gerais, pela segunda fase da competição nacional, precisando vencer para avançar e garantir a premiação superior a R$ 1 milhão.

Mudanças no time titular para a final do Paranaense

Para a primeira partida da decisão, o técnico Luizinho Lopes promoveu duas alterações em relação ao time que iniciou a semifinal contra o Coritiba, no Couto Pereira. Doka retornou à lateral direita, enquanto Miranda ganhou a vaga de Jhan Pool na zaga, jogando ao lado de Cuenú.

Do outro lado, o Londrina, treinado por Allan Aal desde o início de janeiro, quando Roger deixou o clube, manteve a base invicta no Estadual e apresentou um jogo bem posicionado, com linhas compactas e forte bloqueio pelo centro, dificultando as ações ofensivas alvinegras.

Primeiro tempo truncado e poucas chances

A etapa inicial foi marcada por poucas emoções. O Operário encontrou dificuldades para infiltrar na defesa londrinense e apostou, principalmente, em chutes de média e longa distância — com destaque para Moraes.

Hildeberto, decisivo contra o Coritiba, tentou explorar jogadas individuais, mas encontrou pouco espaço e dificuldade para conectar com os companheiros melhor posicionados.

O lance mais polêmico do primeiro tempo veio em bola aérea. Após cabeceio de Índio na primeira trave, os jogadores alvinegros chegaram a pedir gol, mas o goleiro Maurício Kozlinski tirou em cima da linha.

O Londrina respondeu em contra-ataques bem desenhados, mas as finalizações passaram pela linha de fundo, sem exigir grandes intervenções do goleiro Vagner.

Equilíbrio e bloqueios no segundo tempo

Na volta do intervalo, Kozlinski voltou a trabalhar. Após escanteio, Hildeberto aproveitou o rebote e bateu firme; o goleiro do Londrina foi no canto e espalmou.

Do outro lado, Vagner também apareceu em momento decisivo. Juninho, que entrou na segunda etapa, ficou cara a cara após boa troca de passes do Tubarão. O camisa 1 alvinegro fechou o ângulo, e a bola explodiu em seu peito.

Buscando maior controle, Luizinho Lopes promoveu mudanças para fortalecer o meio-campo. Neto Paraíba, Zuluaga e Matheus Trindade passaram a atuar ao lado de Boschilia no setor. O Operário até manteve maior posse e presença ofensiva, mas ainda encontrou dificuldade para encaixar passes decisivos e furar o bem postado sistema defensivo londrinense.

Diferentemente dos confrontos contra o Coritiba — quando o adversário jogava mais exposto — o cenário no Germano foi de jogo truncado, muitas faltas na intermediária e ritmo constantemente interrompido. A partida ficou “picotada”, o que contribuiu para o empate sem gols em Ponta Grossa.

Tudo aberto para a decisão

Com o 0 a 0 no jogo de ida, quem vencer no Estádio do Café, em Londrina, levanta a taça. Em caso de novo empate, a decisão do título será nos pênaltis.

Operário

Técnico: Luizinho Lopes
Vagner; Doka, Cuenú, Miranda e Moraes Júnior (Edwin Torres); Índio (Matheus Trindade), Vinícius Diniz (Neto Paraíba) e Boschilia; Hildeberto (Gabriel Feliciano), Aylon (Zuluaga) e Léo Gaúcho.

Londrina

Técnico: Allan Aal
Kozlinski; Mucuri (André Dhominique), Yago Lincoln, Wallace e Kevyn; André Luiz (Fabiano), Lucas Marques e João Tavares (Juninho); Paulinho Moccelin (Vitor Jacaré), Iago Teles e Bruno Santos (Gilberto).

Posts Similares