Alex afirma que gritou para Ademilson não bater pênalti: “a ordem era o Boschilia”

O técnico Alex avaliou que o Operário desperdiçou oportunidades importantes e acabou punido com a derrota por 3 a 0 para o Novorizontino, pela 32ª rodada da Série B. Para ele, a diferença esteve na eficiência do adversário nas finalizações. “O Novorizontino teve três chutes no gol e as três bolas entraram. Nós tivemos as mesmas três bolas para tentar marcar e não conseguimos”, afirmou.

Sobre as substituições, o treinador explicou que as trocas foram feitas conforme a necessidade do jogo e de acordo com o desgaste físico dos atletas. “As substituições foram simples. As duas primeiras foram para manter o que a gente estava fazendo bem [com as entradas de Léo Gaúcho e Kleiton, nos lugares de Ademilson e Rodrigo Rodrigues]”, disse. Entraram ainda Gabriel Feliciano, junto com os dois primeiros após um pedido de substituição de Cristiano, Vitor Pernambuco e Jean Lucas.

Alex também comentou a cobrança de pênalti desperdiçada por Ademilson no primeiro tempo, que poderia ter mudado o rumo da partida. Segundo ele, a orientação era para que Bosquilha fosse o batedor. “A minha ordem era que o Boschilia batesse, mas muitas coisas acontecem no jogo e fogem do controle”, afirmou o técnico.

Alex técnico do Operário
Alex diz que quer recuperar confiança para jogo contra o Volta Redonda – Foto: André Jonsson/Divulgação OFEC

Com a quarta derrota consecutiva, o Operário segue com 39 pontos e precisa de pelo menos seis nas seis rodadas restantes para evitar o rebaixamento. Alex reconheceu o momento difícil, mas reforçou a confiança na recuperação. “Cabe a mim e à comissão seguir trabalhando. Teremos tempo para treinar e vamos buscar quebrar essa sequência ruim contra o Volta Redonda”, concluiu.

Confira abaixo a transcrição da coletiva de Alex

Análise da partida

Com dois minutos de jogo nós tivemos uma chance clara e não fizemos. O jogo seguiu, tivemos a penalidade, acabamos perdendo, e aí tomamos um gol. Mesmo após o gol, tivemos outra chance clara e também acabamos perdendo. O time se manteve até tomar o segundo gol. A partir daí, realmente desequilibrou bastante. Mas, se olharmos o jogo no geral, o Novorizontino teve três chutes no gol, e as três bolas entraram. Nós tivemos as mesmas três bolas para tentar marcar e não conseguimos fazer o gol. E isso dentro de um jogo altera tudo o que vai acontecendo. O jogo é dividido por situações. A partir do momento em que você tem duas chances claríssimas — uma com dois minutos e outra na penalidade — e acaba não fazendo, depois toma o gol, as coisas se complicam bastante

Substituições

As substituições são bem simples. As duas primeiras — Ademilson e Rodrigo — entraram no lugar de Léo Gaúcho e Kleiton, mantendo o que a gente estava fazendo bem. Estávamos perdendo por 1 a 0 e precisávamos buscar o empate. Até deu certo, porque na primeira jogada tivemos uma boa chance: uma bola nas costas da defesa em que o Léo, mais fresco que o Ademilson, ganha na corrida, cruza e, infelizmente, a gente perde o gol. Depois, tomamos o 2 a 0 ainda tentando reagir. Nesse momento, eu segurei um pouco as substituições porque o Cris pediu para sair. Eu tive que chamar o Feliciano, então essa troca não era planejada, mas o Cris realmente não tinha mais condições. Essas três foram as primeiras trocas. Depois, com o 2 a 0, tentamos manter pelo menos um controle de meio-campo. Trouxe o Índio para a defesa e o Pernambuco passou a jogar mais avançado, formando três atacantes para tentar buscar um gol. No final, a substituição do Jean Lucas pelo Juan [Zuluaga] foi por precaução, porque o Juan tinha tomado cartão e estava garoando. Eu não queria perdê-lo para o próximo jogo, já que o Neto também levou cartão e está suspenso. Então, as substituições foram todas dentro desse contexto.

Cobrança de pênalti

Minha ordem era que o Boschilia batesse, porque ele é o batedor oficial. Chamamos atenção para isso no vestiário, até porque a preparação foi feita pouco antes do jogo. No intervalo, reforçamos várias responsabilidades que cada um tem em campo. Mas muitas coisas acontecem no jogo e fogem do controle. Na hora do pênalti, mandamos a mensagem, mas, como já falei outras vezes, há decisões que partem do próprio atleta dentro de campo. Infelizmente, a decisão tomada não resultou em gol, e isso certamente criou um desequilíbrio para o restante da partida, como acabou acontecendo.

Momento da equipe

A mim sempre me preocupou desde o início. Quanto mais pontos você faz e melhor for sua posição na tabela, mais tranquilo é o trabalho. Quando você vem ganhando, como estávamos há pouco tempo, tudo se torna mais fácil: o jogador se movimenta melhor, executa com mais confiança. Quando as derrotas vêm, como agora, a confiança diminui e a preocupação aumenta. O gesto técnico fica mais difícil. Cabe a mim, como treinador, e à comissão seguir trabalhando, corrigindo com vídeos e treinamentos. Essa semana será um pouco diferente porque teremos tempo para treinar. Na terça-feira, já estaremos em campo pensando no Volta Redonda, para quebrar essa sequência ruim e buscar os pontos necessários para a sequência do trabalho.

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