O que já se sabe sobre o casal de Ponta Grossa investigado por pirataria de jogos digitais
A Polícia Civil do Paraná deflagrou, na manhã desta quinta-feira (27), uma ação contra a pirataria de jogos digitais em Ponta Grossa, em apoio à Operação 404, mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ciberlab/MJSP e Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber/PCPR). A ofensiva integra uma etapa conjunta realizada simultaneamente em 14 Estados e 7 países.
Em Ponta Grossa, equipes do Setor Operacional da 13ª Subdivisão Policial cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência de um casal suspeito de comercializar ilegalmente licenças digitais de jogos eletrônicos. Segundo a polícia, o objetivo principal foi apreender computadores, consoles, celulares e outros dispositivos que agora serão encaminhados para perícia técnica.
Esquema de venda ilegal de jogos
A investigação identificou que os suspeitos mantinham um site de comércio eletrônico dedicado à venda clandestina de licenças de jogos para consoles PlayStation. O esquema funcionava por meio da oferta de “contas primárias” e “contas secundárias”, permitindo que consumidores baixassem os títulos nos consoles utilizando logins e senhas fornecidos ilegalmente.
O delegado Gabriel Munhoz, de Ponta Grossa, explicou que o alvo mantinha um site que revendia licenças digitais de jogos por valores significativamente inferiores aos oficiais. “Isso acontecia porque comprava essa primeira licença e depois repassava a outros consumidores, em clara violação de direito autoral”, esclarece.
Dados levantados pelos investigadores apontam para alto volume financeiro nas contas bancárias vinculadas ao casal, com limites de movimentação considerados incompatíveis com atividades lícitas de pequeno porte. Uma das contas chegou a registrar limites mensais de saque na casa dos milhões de reais, indicando forte lucratividade com a pirataria digital.
Site retirado do ar
Além das buscas, a Polícia Civil representou ao Judiciário pela retirada imediata do site do ar. A decisão foi deferida e prevê o bloqueio do domínio nos provedores de internet e a desindexação nas principais plataformas de busca, como Google e Bing, impedindo que novos usuários acessem o conteúdo ilegal.
A corporação reforça que a compra de produtos piratas fomenta o crime organizado, provoca evasão fiscal e expõe consumidores a riscos digitais, como roubo de dados e golpes associados.

