Golpes em eventos: Empresária de PG é indiciada por prejuízo de R$ 86 mil

A Polícia Civil concluiu nesta quinta-feira (5), o inquérito que apura crimes de estelionato envolvendo uma empresária de 30 anos, proprietária de uma empresa de eventos em Ponta Grossa. A investigação aponta prejuízos financeiros de clientes que contrataram os serviços para celebrações de casamentos, festas de 15 anos e bodas, e não receberam ou não tiveram o evento realizado conforme o previsto.

De acordo com o inquérito, a empresária firmava contratos e recebia pagamentos integrais ou parciais, mas deixava de cumprir as obrigações assumidas. Entre as irregularidades relatadas pelas vítimas estão abandono de eventos, falta de alimentos e bebidas e ausência de repasses a fornecedores, mesmo após os valores terem sido pagos.

Até o momento, a Polícia Civil identificou pelo menos 10 vítimas, com prejuízo financeiro estimado em R$ 86 mil.

Casamento cancelado no dia da festa está entre os golpes

Um dos episódios investigados ocorreu no final de janeiro de 2026, quando uma noiva foi informada, no dia do casamento, de que o evento não seria realizado. Segundo a polícia, a festa já estava totalmente quitada e havia sido planejada por meses.

O delegado Gabriel Munhoz afirmou que o caso vai além de uma questão contratual. “Já afirmar que não se trata de um simples inadimplemento cível, trata-se sim da conduta de estelionato”, diz.

Ele também destacou que os impactos às vítimas “vão muito além do prejuízo financeiro, que também é alto, […] também tem a própria frustração, o próprio dano psicológico causado em todas essas vítimas, uma vez que tem uma data especial, uma data planejada, uma data única em suas vidas, estragada por conta de condutas dessa mulher”.

Segundo o delegado, as primeiras denúncias começaram a surgir no final de 2025, após uma vítima divulgar a situação nas redes sociais. A partir disso, outras pessoas procuraram a polícia relatando casos semelhantes.

Polícia pediu medidas cautelares contra empresária

Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil solicitou à Justiça a aplicação de medidas cautelares contra a empresária. O objetivo é evitar que novos contratos sejam firmados e tentar garantir o ressarcimento financeiro das vítimas.

A polícia orienta que outras possíveis vítimas procurem a 13ª Subdivisão Policial para registrar ocorrência, ou entrem em contato pelo número do WhatsApp (42) 3219-2757. O registro pode contribuir com a investigação e a apuração do total de prejuízos.

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