HU-UEPG reduz infecções em UTI com ações do Proadi-SUS

O Hospital Universitário da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG) registrou redução de 31% na taxa geral de infecção hospitalar da UTI após participar das ações do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS). Os resultados foram apresentados nesta quarta-feira (10) em reunião online com hospitais de todo o país.

Os hospitais de excelência referenciados ao HU são o Hospital Israelita Albert Einstein, representado na oportunidade por Nanci Oliveira, e a Associação Beneficente Síria (HCor), representado por Soélen Silva e Natália Melo.

Capacitação e mudanças de rotina no HU-UEPG

A diretora-geral do HU-UEPG, Fabiana Postiglioni Mansani, destaca que o projeto representou avanços significativos nos processos internos. “Participar do Proadi-SUS é muito importante, principalmente pela parceria com esses grandes hospitais de renome internacional e que trouxeram para nós nesse ano de atividades um avanço enorme na redução de infecções”, afirma.

Segundo ela, o programa ampliou o controle de segurança do paciente, promoveu capacitação e ajudou na melhoria dos procedimentos adotados na UTI.

Projetos atuam na prevenção de infecções e no cálculo de custos

As enfermeiras Joseane Quirrenbach e Michelli Marcado Meister coordenam as ações do Proadi-SUS na UTI 3. Para o triênio 2024-2026, o HU foi contemplado com dois projetos:

Saúde em Nossas Mãos – focado na redução de infecções associadas a dispositivos;
Modelo de Custeio – responsável por calcular a economia gerada a partir das infecções evitadas.

Ao longo de 2025, Joseane explica que “foram realizados pelo menos 37 testes de mudança nos pacotes de cuidados de prevenção de infecções associadas aos dispositivos e também em higiene de mãos e práticas de liderança. Destes, tivemos 26 mudanças implementadas nos processos de cuidado que já repercutiram com melhoria em alguns dos indicadores tanto de processo quanto de resultado”. Uma visita técnica dos hospitais de excelência ocorreu em setembro para acompanhar os avanços.

Joseane destaca que as mudanças impactaram diretamente o ambiente de trabalho. Segundo ela, a unidade passou a apresentar maior adesão às práticas recomendadas e clima mais favorável à implementação de melhorias.

Indicadores dos projetos

No projeto Saúde em Nossas Mãos, o objetivo é reduzir em 50% os índices de infecções até 2026. De acordo com as enfermeiras, essa meta já foi alcançada nos três indicadores monitorados:

PAV – pneumonia associada à ventilação mecânica: melhoria de 56,16%;
IPCS-AC – infecção primária de corrente sanguínea associada a cateter: 59,89%;
ITU-AC – infecçãodo trato urinário associada a cateter: 75,58%.

A taxa geral de infecção da UTI caiu 31% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

No projeto de Modelo de Custeio, os 12 meses de linha de base foram concluídos. O levantamento permitirá comparar os custos de atendimentos com e sem infecção e avaliar o impacto financeiro das intervenções. Na nova fase, inicia-se a coleta dos períodos onde as intervenções do projeto iniciaram e compreende outubro de 2024 até o final do prazo do projeto em dezembro de 2026.

Joseane avalia que os resultados representam ganhos amplos para a saúde pública. “A metodologia trabalhada no projeto traz impactos relevantes na saúde pública com a prevenção das infecções, menor tempo para alta da UTI, maior giro de leitos, o que é um desafio em um cenário onde temos maior demanda do que disponibilidade no SUS”, afirma. Ela acrescenta que o modelo será ampliado para a UTI 4 e deve atingir todas as UTIs até o segundo semestre de 2026.

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