Merenda escolar: secretária de educação admite ajustes e responde críticas na Câmara
A secretária de Educação de Ponta Grossa, Joana D’Arc, foi convocada para participar da sessão desta segunda-feira (02) da Câmara Municipal de Ponta Grossa para sanar as questões em relação a merenda escolar.
Joana D’Arc afirma que o processo de terceirização da merenda escolar passa por “ajustes”, mas garantiu que não foram constatadas irregularidades graves e que o sistema “está indo muito bem” neste início de contrato com a empresa Ômega Alimentação.
Ajustes no início do contrato
Questionada sobre o que já foi avaliado nos primeiros dias do novo modelo de fornecimento da merenda escolar, após relatos de falta de alimentos e desorganização apontados por vereadores, a secretária reconheceu que há situações sendo corrigidas.

“Como todo processo, início de processo, tem seus ajustes e nós estamos fiscalizando de perto e algumas coisas que têm acontecido, nós estamos ajustando, estamos entrando em contato com a empresa e está sendo sanado esses problemas.”
Ela comparou o cenário atual com o modelo anterior, quando o próprio município era responsável pela merenda. “Nós sempre tivemos pequenos problemas, mesmo quando a merenda era nossa, sempre tinha alguma coisa, nunca era perfeito, era uma entrega que vinha atrasada, era alguma fruta que vinha em um estado mais maduro ou não tão bom, então acontece”, desabafa.
De acordo com Joana D’Arc, anteriormente mais de cinquenta empresas forneciam insumos à rede municipal, o que exigia fiscalização ampla por parte da Secretaria. Com a terceirização, esse trabalho se volta a apenas uma empresa.
Apesar das críticas recentes, a avaliação da secretária é positiva: “para um início de processo deste tamanho, desta proporção, está indo muito bem!”.
Fiscalização e acesso ao barracão
Em relação às tentativas de vereadores de visitar o barracão da empresa responsável pelo armazenamento dos alimentos, a secretária afirmou que não pode responder pela empresa privada, mas garantiu que a equipe técnica da Secretaria já realizou vistoria no local.
“Eu não sei te falar da empresa terceirizada, porque é uma empresa privada. Já nas escolas, nos CMEs, eles têm abertura total para visitar, agora nós não podemos responder pela empresa privada”, afirma.
Segundo ela, quando realizaram a visita ao barracão, não foram encontradas irregularidades. Ela afirma que os alimentos estavam bem alocados, com boa ventilação e o local era grande para comportar todo o alimento.
Denúncias sobre falta de merenda
Questionada sobre comentários de pais nas redes sociais indicando falta de alimentos ou impossibilidade de repetição da merenda, Joana D’Arc afirmou que todas as situações estão sendo apuradas. “Nós já verificamos isso, sempre que há uma denúncia ou uma fala que a gente já fica sabendo, nós vamos imediatamente na escola, ligamos para a Ômega, ligamos para a escola e muitas vezes não procede”, diz.
A secretária explicou que, em alguns casos, há confusão sobre o cardápio das escolas parciais e integrais e, inclusive, há relatos de diretores indicando que, em algumas unidades, estaria havendo sobra de alimentos.
Estoque do ano passado será abatido do contrato
Durante a entrevista, também foi esclarecida a destinação dos alimentos remanescentes do ano anterior que estavam nas unidades escolares.
“Foram repassados para a Ômega, em dezembro e janeiro nós fizemos uma reunião com a Ômega e passamos um relatório, um controle de tudo que nós tínhamos na escola (…) descontado do valor que vai ser cobrado”, confirma Joana D’Arc sobre o valor abatido do contrato.
