Operário elimina o Coritiba nos pênaltis, na semifinal do Paranaense, e Léo Gaúcho comemora o primeiro gol alvinegro.

Operário elimina o Coritiba nos pênaltis e está na final do Paranaense

O sonho do TRI está vivo! Operário elimina o Coritiba nos pênaltis, na semifinal, e alcança a segunda decisão consecutiva do Campeonato Paranaense.

Em uma tarde de verão fria e chuvosa em Curitiba, o Operário Ferroviário mostrou personalidade, suportou a pressão no Couto Pereira e garantiu vaga na final do Campeonato Paranaense após empate em 2 a 2 no tempo normal e vitória nos pênaltis sobre o Coritiba, neste sábado (21), pela volta das semifinais.

Na ida, as equipes haviam empatado em 2 a 2 no Germano Krüger. A decisão, como se desenhava desde a semana passada, foi uma verdadeira montanha-russa de emoções.

Mudanças e estratégia

O Coritiba entrou em campo com postura agressiva, praticamente com quatro atacantes: Breno Lopes, Pedro Rocha, Lucas Ronier e Lavega, além da qualidade de Josué na criação.

Do lado alvinegro, Luizinho Lopes promoveu mudanças pela primeira vez nesta sequência decisiva. Hildeberto ganhou a vaga de Edwin Torres no ataque e Doka, com desconforto no joelho, ficou no banco. Miranda foi improvisado na lateral direita.

Fantasma eficiente no primeiro tempo

O Coritiba teve maior presença ofensiva na etapa inicial e rondou a área de Vagner com frequência. Ainda assim, o Operário foi mais agudo quando acelerou.

Hildeberto participou das melhores jogadas visitantes. Na primeira, após disputa de Aylon, recebeu de Léo Gaúcho e finalizou por cima, da marca do pênalti. Depois, rolou para Vinícius Diniz, que bateu fraco para defesa de Pedro Morisco.

A recompensa veio nos acréscimos. Boschilia conduziu pelo meio e acionou Hildeberto na direita. O camisa 14 foi ao fundo e cruzou rasteiro. Léo Gaúcho, bem posicionado, bateu cruzado, com estilo, para abrir o placar e silenciar o Couto Pereira: 1 a 0.

Troca de golpes no segundo tempo

O Coritiba reagiu rapidamente. Logo no início da etapa final, Maicon aproveitou cobrança de falta e cabeceou no canto de Vagner para empatar.

Quando o cenário parecia favorável aos donos da casa, o Operário voltou a mostrar força. Em boa trama ofensiva, Hildeberto cruzou na medida para Aylon, que testou firme, no canto oposto de Morisco: 2 a 1.

Mas a semifinal ainda guardava mais emoção. Após bola espirrada na área, o cruzamento pela esquerda encontrou Lucas Ronier completamente livre próximo à marca do pênalti. Ele se abaixou para cabecear no canto e igualar novamente: 2 a 2.

Os minutos finais foram de tensão. O Coritiba teve mais presença ofensiva, mas o Operário se defendeu com bravura e quase não permitiu finalizações claras. Nos contra-ataques, o Fantasma até tentou encaixar a jogada decisiva, mas o placar não se alterou.

Operário elimina o Coritiba nos pênaltis

Nas cobranças, emoção até o último chute:

  • Bruno Melo abriu para o Coritiba
  • Boschilia empatou
  • Vagner defendeu a cobrança de Lavega
  • Índio isolou
  • Fernando Sobral colocou o Coxa em vantagem
  • Feliciano empatou
  • Keno fez 3 a 2
  • Neto Paraíba deixou tudo igual
  • Josué marcou o quarto do Coritiba
  • Aylon empatou: 4 a 4

Nas alternadas:

  • Tinga fez 5 a 4
  • Doka empatou: 5 a 5
  • Maicon acertou o travessão
  • Trindade, que entrou no segundo tempo, converteu e classificou o Fantasma.

Explosão alvinegra no Couto Pereira. Assim como na temporada passada, o Operário mostrou frieza nas decisões por pênaltis no Estadual e confirmou a fama de time cascudo em mata-mata.

Agora é final

O Fantasma aguarda o vencedor do confronto entre Athletico Paranaense e Londrina, que se enfrentam neste domingo (22), na Arena da Baixada. No jogo de ida, empate em 2 a 2 no Estádio do Café.

Coritiba

Técnico: Fernando Seabra
Pedro Morisco; Tinga, Maicon, Thiago Santos (Jacy) e Bruno Melo; Willian Oliveira (Vini Paulista) e Josué; Lavega, Breno Lopes (Keno), Lucas Ronier (Fernando Sobral) e Pedro Rocha (Enzo)

Operário

Técnico: Luizinho Lopes
Vagner; Miranda (Doka), Cuenú, Jhan Pool e Moraes (Trindade); Índio, Vinícius Diniz (Neto Paraíba) e Boschilia; Hildeberto (Edwin Torres), Aylon e Léo Gaúcho (Gabriel Feliciano)

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