PM agride ex-jogador Perdigão com cassetete após jogo na Vila Capanema

O ex-jogador Perdigão, campeão mundial pelo Internacional e figura marcante do esporte paranaense, foi agredido por um policial militar após o jogo do Campeonato Paranaense entre São Joseense e Operário Ferroviário, realizado na Vila Capanema. O caso ganhou repercussão nacional e vem sendo noticiado por grandes portais de comunicação do país, como G1, Uol, Band e outros.

As imagens apresentadas nesta reportagem — exclusivas do Fala Fornazari/Fornazari.com — mostram o momento da agressão. Perdigão deixou o estádio vestindo regata, calção e chinelo, com um copo de cerveja na mão, sem qualquer objeto que representasse risco aos policiais. Mesmo assim, o ex-jogador foi atingido por diversos golpes de cassetete e alvo de xingamentos para deixar o local.

Um amigo do ex-jogador também foi agredido pelo mesmo policial e chegou a ser jogado ao chão ao tentar se proteger. A cena foi presenciada pelo ex-lutador e multicampeão Macaris do Livramento, que tentou intervir e quase foi agredido.

Segundo informações repassadas a reportagem, Perdigão mantém um time de futebol que eventualmente enfrenta equipes formadas por policiais militares e integrantes do Choque, e ele teria se aproximado dos militares para brincar sobre esses jogos. Apesar do episódio, Perdigão e o amigo passam bem.

A equipe do Fornazari.com tentou contato com a Polícia Militar do Paraná, mas até o momento, não obteve pronunciamento.

Imagens exclusivas Fala Fornazari/Fornazari.com

Nota de repúdio publicada nas redes sociais do Perdigão

Nesta segunda-feira, Perdigão publicou uma nota de repúdio sobre o ocorrido. O texto afirma:

“Quero relatar uma situação extremamente constrangedora e dolorosa que vivi neste final de semana.

Neste domingo, dia 18/01, na saída do jogo entre São Joseense x Operário na Vila Capanema, fui covardemente agredido por um membro despreparado da Polícia Militar. É lamentável que uma atitude isolada como essa acabe manchando a imagem de uma instituição que deveria existir para proteger o cidadão.

Todos que me conhecem sabem que sou uma pessoa tranquila, bem-quista e que gosta de interagir com as pessoas. Naquele momento, me aproximei de um policial apenas para cumprimentá-lo, parabenizar pelo serviço e desejar boa noite. Não sei se houve algum mal-entendido, mas, de forma repentina e sem qualquer justificativa, ele veio em minha direção me agredindo com um cassetete.

Em todo momento tentei apaziguar a situação, me afastando e demonstrando que não havia qualquer intenção de confronto. Não fui violento, não fui rude e não reagi à agressão. Ainda assim, a violência aconteceu de forma totalmente gratuita e injustificável.

Reforço que, como cidadão, temos direitos que precisam ser respeitados. Violência, especialmente vinda de quem tem o dever de zelar pela nossa segurança, é inadmissível.

Informo que todas as medidas cabíveis já estão sendo tomadas, e espero sinceramente que o responsável seja devidamente responsabilizado.

Agradeço de coração todas as mensagens de apoio e solidariedade que venho recebendo. Apesar de tudo, me encontro bem!”

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