Prefeitura orienta população a não dar esmolas a crianças em PG

A Fundação de Assistência Social de Ponta Grossa (FASPG) reforçou um alerta à população de Ponta Grossa: não dar esmolas a crianças e adolescentes em situação de rua.

Segundo o órgão, embora pareça um gesto solidário, a prática mantém os menores nas ruas e pode perpetuar a violação de direitos. A orientação é que, ao identificar crianças ou adolescentes em vulnerabilidade, a população acione imediatamente o Serviço Especializado de Abordagem Social pelo telefone (42) 98882-5514 (ligação ou WhatsApp).

“A colaboração da população é essencial. Ao acionar nossa equipe, garantimos que essas crianças recebam o acompanhamento adequado e sejam encaminhadas para a rede de proteção”, afirma a presidente da FASPG, Tatyana Belo.

Como funciona o serviço

Criado em outubro de 2023, o Serviço Especializado de Abordagem Social para Crianças e Adolescentes realiza busca ativa em ruas, praças, estabelecimentos comerciais e outros espaços públicos onde sejam identificadas situações de trabalho infantil e/ou mendicância, acompanhadas ou não por adultos.

A equipe atua de forma complementar ao Conselho Tutelar, fazendo a abordagem inicial, identificando os motivos que levaram o menor às ruas e realizando os encaminhamentos necessários.

“Nossa equipe está preparada para acolher essas crianças e conectá-las aos serviços de assistência social e ao sistema de garantia de direitos. Quando a população oferece esmolas, mesmo com a intenção genuína de ajudar, acaba alimentando o ciclo de exploração”, explica Tatyana.

Os casos podem ser direcionados ao CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), ao Conselho Tutelar e a outros serviços da rede de proteção.

Entre os encaminhamentos estão:

  • Inclusão em cursos profissionalizantes
  • Inserção no Programa Jovem Aprendiz
  • Retorno ou permanência na escola
  • Acompanhamento familiar e social

Números do serviço em Ponta Grossa

Dados da FASPG apontam que, entre outubro de 2023 e maio de 2025, foram realizadas 95 abordagens a crianças e adolescentes em situação de rua.

O maior número ocorreu no primeiro mês de atuação, com 33 casos registrados. Nos meses seguintes, a média ficou em torno de cinco abordagens mensais.

“A diminuição nas abordagens é um indicador positivo e demonstra a efetividade do serviço. Isso mostra que as crianças estão saindo das ruas e aderindo às proposições da equipe”, avalia Karyn Colossel, chefe da Divisão de Média Complexidade da FASPG.

Serviço

Telefone: (42) 98882-5514 (ligação ou WhatsApp)
Atendimento: segunda a sexta-feira, das 8h às 20h; plantão aos sábados e domingos

Prefeitura orienta população a não dar esmolas a crianças em PG
Foto: Divulgação/PMPG

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