Secretária de Educação indica punição para servidores que aderirem à paralisação

A Secretaria de Educação de Ponta Grossa informou que servidores que aderirem à paralisação de quarta-feira (8) poderão sofrer descontos salariais e sanções administrativas. A medida ocorre em meio ao impasse entre a categoria e o governo municipal.

RESUMO
Informativo citando punições foi enviado para diretores.

  • SME prevê descontos e perda de benefícios aos servidores
  • Sindicato critica falta de diálogo com o Executivo
  • Paralisação está mantida para quarta-feira (8)

Secretária de Educação anuncia possíveis sanções

A Secretaria Municipal de Educação (SME) de Ponta Grossa divulgou um informativo oficial alertando que servidores que aderirem à paralisação marcada para quarta-feira (8) poderão sofrer medidas administrativas e financeiras.

O documento, assinado pela secretária Joana D’Arc Panzarini Egg, classifica a adesão ao movimento como “suspensão do contrato de trabalho por falta de contraprestação de serviços”.

Entre as medidas previstas estão o desconto salarial pelos dias não trabalhados, desconto do Repouso Semanal Remunerado (RSR), perda do prêmio assiduidade no mês e a impossibilidade de compensação de horas ou uso de banco de horas.

Secretária de Educação
Secretária Joana D’Arc – Foto: Reprodução/Instagram

Prefeitura diz que cumpre da legislação

Na nota, a SME afirma que os reajustes do magistério estão sendo cumpridos conforme a legislação municipal e federal vigente. A secretaria sustenta que segue as normas estabelecidas pela Lei Municipal nº 14.936/2023.

“Todos os docentes, condutores de veículos e técnicos administrativos foram contemplados com os reajustes legais pertinentes”, informa o comunicado, destacando que os valores já constam nos holerites.

Sindicato critica falta de diálogo

Do lado dos servidores, a reação é de insatisfação. O representante sindical Eliel Padilha afirma que a paralisação não se limita a questões salariais, mas envolve a ausência de diálogo com a gestão municipal.

Segundo ele, as reivindicações da categoria seguem sem resposta há mais de um mês, o que motivou a mobilização.

Gastos públicos entram no debate

O sindicato também questiona a gestão de recursos da área da Educação, apontando investimentos considerados elevados em outras frentes.

Entre os valores citados estão R$ 14 milhões para plataforma digital, R$ 8 milhões em livros e R$ 88 milhões destinados à merenda escolar terceirizada.

A comparação, segundo a entidade, evidencia um contraste entre os investimentos realizados e as demandas por valorização dos servidores.

Paralisação está mantida

Apesar do alerta de punições, o sindicato confirmou a manutenção da paralisação para a manhã de quarta-feira (8), em frente à Prefeitura.

A mobilização é tratada como um primeiro passo, e a categoria não descarta a possibilidade de avançar para um estado de greve caso não haja abertura de negociação.

O cenário evidencia o aumento da tensão entre servidores e administração municipal, com impactos potenciais na rotina dos serviços públicos.

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