Mabel cobra debate público sobre traçado do novo contorno de PG
Deputada cita impacto econômico e defende diálogo sobre obra bilionária
A deputada estadual Mabel Canto (PP) defendeu, na tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), a ampliação do debate sobre o traçado do novo contorno rodoviário de Ponta Grossa. A obra, estimada em quase R$ 1 bilhão, será executada pela concessionária CCR PR Vias como contrapartida do contrato de concessão do pedágio.
A discussão ganhou força após o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Ponta Grossa (CDEPG) apresentar uma diretriz alternativa ao traçado inicialmente proposto pela concessionária. Entre os apontamentos está a sugestão de utilização da PR-153, conhecida como Rodovia do Talco, como opção considerada mais adequada.
Segundo Mabel, o tema precisa ser tratado de forma ampla. “Um material bem detalhado. Os engenheiros estiveram me explicando detalhes do projeto. E desde o final do ano passado pontuei que seria necessário debater com todos sobre a obra. Compromisso assumido pela concessionária”, afirma.
Impacto econômico e regional
Durante o discurso, Mabel reforça que o novo contorno é uma demanda antiga do município e terá reflexos diretos no desenvolvimento regional.

“O novo contorno de Ponta Grossa é uma obra esperada há muitos anos pela nossa população. É uma obra que vai ter um impacto muito forte na nossa região, principalmente no aspecto econômico, industrial e no setor produtivo”, destaca.
Para a deputada, a definição do traçado deve considerar os impactos em diferentes áreas da cidade. “É uma obra que precisa ser bem discutida. Já temos um estudo bem técnico do traçado inicial apresentado pela CCR PR Vias. Porém, o Conselho de Desenvolvimento de Ponta Grossa traz algumas observações sobre o traçado que precisam ser debatidas devido ao impacto em algumas áreas”, destaca Mabel sobre a importância do diálogo entre concessionária, órgãos responsáveis e representantes da sociedade civil.
O tema foi abordado com foco no planejamento de longo prazo. “O contorno precisa beneficiar positivamente a região dos Campos Gerais para quem vive, quem investe e quem trafega por aqui”, conclui.
