Servidores municipais paralisam atividades por falta de diálogo com a Prefeitura
Servidores municipais de Ponta Grossa anunciaram paralisação parcial para esta quarta-feira (8), em frente à prefeitura. A mobilização ocorre após mais de 40 dias sem resposta do Executivo às reivindicações da categoria, que cobra reajustes e valorização profissional.
RESUMO
Servidores protestam contra falta de resposta da Prefeitura.
- Sindicato não descarta estado de greve
- Paralisação será no dia 8, das 8h às 11h30
- Categoria cobra reajuste e aumento no vale-alimentação
Paralisação marca pressão por respostas
Servidores de Ponta Grossa irão realizar uma paralisação de meio período na próxima quarta-feira (8), em frente à sede da Prefeitura. O ato está previsto para começar às 8h e seguir até 11h30.
A mobilização é organizada pelo sindicato da categoria e ocorre em meio a um cenário de insatisfação com a condução das negociações por parte do Executivo municipal.
Segundo os trabalhadores, a paralisação é uma resposta à ausência de retorno oficial sobre as pautas apresentadas.
Categoria aponta falta de diálogo
De acordo com o representante sindical Eliel Padilha, as reivindicações foram protocoladas no dia 26 de fevereiro, mas ainda não houve resposta formal por parte da Prefeitura.
“No dia 26 de fevereiro, o sindicato protocolou essa proposta junto à prefeitura. Hoje já fazem 40 dias desse protocolo e não tivemos uma resposta de forma oficial ainda”, afirmou.
Para o sindicato, a falta de retorno é interpretada como desrespeito aos servidores.
Reivindicações envolvem salários e carreira
Entre as principais demandas da categoria estão o reajuste de 15% na data-base e o aumento de 50% no vale-alimentação, propostas aprovadas em assembleia no dia 25 de fevereiro.
No entanto, o sindicato afirma que a insatisfação vai além das questões salariais e envolve a estrutura da carreira pública municipal.
Segundo Padilha, há preocupação com medidas como a possível extinção de mais de mil cargos de agentes de manutenção e o avanço da terceirização em setores como merenda escolar e serviços do CRAR.
“A prefeitura terceirizando merenda escolar, terceirizando CRAR, não abrindo concurso público, e deixando essa defasagem de mão de obra, onde um servidor precisa fazer o serviço de dois, três”, declarou.

Possibilidade de greve não está descartada
A paralisação é considerada o primeiro passo de pressão por abertura de diálogo. Caso não haja avanço nas negociações, a categoria poderá adotar medidas mais amplas.
“Se a gente não tiver uma resposta efetiva ou que o governo não abra o diálogo, num segundo momento estaremos fazendo uma nova assembleia para aprovar o estado de greve”, afirmou o representante.
O movimento evidencia o aumento da tensão entre servidores e administração municipal, com impacto potencial nos serviços públicos caso as negociações não avancem.
Resposta da Prefeitura
A reportagem do Fornazari.com solicitou posicionamento da Prefeitura de Ponta Grossa, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno.
