PG não aparece nem entre as 100 melhores cidades do Paraná em Índice de Progresso Social

O que define uma cidade boa para se viver? Para muitos, a resposta está no crescimento econômico. No entanto, o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026 revela que a riqueza não é o único fator. Ponta Grossa, apesar de ser a 57ª economia do estado em PIB per capita, não conseguiu figurar entre as 100 melhores cidades do Paraná em bem-estar. O Município ocupa apenas a 114ª posição estadual e a 1.228ª nacional com nota 64,01, apesar de ter 666º PIB do país.

O que é o IPS e como ele é calculado?

Diferente de índices tradicionais, o IPS foca exclusivamente em indicadores sociais e ambientais, medindo resultados finais (o que o cidadão recebe) e não investimentos (quanto o governo gasta). A metodologia, desenvolvida globalmente pela Social Progress Imperative, define o progresso social em três perguntas fundamentais:

  1. As necessidades essenciais (comida, água, segurança) estão sendo atendidas?
  2. Existem bases para o bem-estar (educação, saúde, meio ambiente)?
  3. Há oportunidades reais para todos atingirem seu potencial pleno?

Para responder a isso, são utilizados 57 indicadores de fontes oficiais, como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ministério da Saúde e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP), por exemplo. O índice varia de 0 a 100 e é uma média simples de três dimensões principais, o que permite uma visão multidimensional da cidade.

Dados do IPS aponta PG na posição 1.228 no Brasil e 114 no Paraná – Foto: Reprodução

Ponta Grossa vs. Vizinhos

O valor do PIB per capita de Ponta Grossa é de R$ 68.107,42. Quando comparamos o Município com cidades da região e/ou de porte parecido, o contraste fica claro:

  • Maringá: Tem um PIB per capita menor (R$ 64.742,69), mas um IPS muito superior: 70,87. Vale lembrar que o IPS de PG é 64,01.
  • Londrina: Possui um PIB per capita ainda menor de R$ 48.160,31 e um IPS de 67,73.
  • Carambeí: Mesmo sendo menor, ostenta um PIB per capita maior R$ 81.323,14 e nota também superior, chegando 66,15 no IPS.

O Paradoxo de Ponta Grossa

A cidade obteve nota 77,44 em Necessidades Humanas Básicas e 73,89 em Fundamentos do Bem-estar, mas despencou para 40,70 na dimensão de Oportunidades. Esse desequilíbrio mostra que, embora a estrutura física e econômica exista, a “entrega” social de direitos e inclusão ainda é um gargalo para os mais de 375 mil habitantes.

Inclusão social coloca Ponta Grossa entre os piores índices do país

Os dados do IPS Brasil 2026 mostram que Ponta Grossa enfrenta graves problemas sociais, especialmente na área de Inclusão Social. O município aparece na posição 5.451 entre as 5.570 cidades brasileiras, ficando entre as 150 piores do país neste indicador.

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Meio ambiente e conectividade colocam cidade entre destaques nacionais

Apesar dos problemas sociais, o IPS Brasil também aponta áreas em que Ponta Grossa se destaca nacionalmente, principalmente em sustentabilidade e tecnologia.

Na Qualidade do Meio Ambiente, a cidade aparece como a 99ª melhor do Brasil, com nota 69,37. O estudo destaca positivamente a presença de áreas verdes urbanas e o baixo índice de emissões de CO₂ por habitante.

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