Câmara cobra explicações da Sanepar sobre água em Ponta Grossa

Representantes da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) participaram da sessão desta quarta-feira (4) na Câmara Municipal de Ponta Grossa para prestar esclarecimentos sobre reclamações relacionadas à qualidade da água no município de Ponta Grossa.

A empresa foi convocada pelo Legislativo após requerimento de vereadores que pediam explicações sobre episódios recentes envolvendo cheiro e gosto na água distribuída à população, tema que vem sendo alvo nas últimas semanas.

Sanepar aponta novamente a proliferação de algas em Alagados

Durante a sessão, representantes da companhia afirmaram novamente que os problemas registrados estão ligados à proliferação de algas no reservatório de Represa de Alagados, um dos principais pontos de captação de água para o abastecimento da cidade.

Os vereadores questionaram as explicações apresentadas pela companhia e cobraram medidas rápidas para garantir a qualidade da água distribuída à população.

A gerente de recursos hídricos da Sanepar, Ester Mendes, explicou que o fenômeno não é recente e que a empresa tem adotado medidas para reduzir os impactos.

“Trabalhamos com a questão de algas há mais de 20 anos. Estamos trazendo novas tecnologias de fora do Brasil e utilizando carvão ativado para retirar o cheiro e o gosto da água”, afirmou.

Empresa cita obras para reduzir dependência de Alagados

Também presente na sessão, a gerente geral da Sanepar para a região sul/sudeste, Simone Alvarenga de Campos, destacou que a empresa busca alternativas para diminuir a dependência da captação no reservatório.

Segundo ela, uma das soluções é a obra de captação de água no Rio Tibagi.

Câmara cobra explicações da Sanepar sobre água em Ponta Grossa
Gerente geral da Sanepar para a região sul/sudeste, Simone Alvarenga de Campos. Foto: Divulgação/CMPG

“A qualidade do reservatório de Alagados apresenta problemas e, por isso, estamos trabalhando na obra de captação do Rio Tibagi. Isso vai nos ajudar a lidar com essas situações e reduzir a dependência da represa”, explicou.

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