Câmara define membros da CPI que vai investigar contrato da Clinicão
A Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) definiu, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (15), a composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá investigar o contrato firmado entre a Prefeitura e a empresa Clinicão Clínica Veterinária Popular.
A comissão será responsável por apurar possíveis irregularidades e atos de improbidade administrativa relacionados à execução dos contratos nº 115/2025 e 181/2026.
A CPI será composta por cinco vereadores, tendo Teka dos Animais (União) como presidente e Joce Canto (PP) como relatora.
Composição da comissão
Além das duas parlamentares, também integram a comissão os vereadores Léo Farmacêutico (União), Geraldo Stocco (PV) e Guilherme Mazer (PT).
O grupo terá a responsabilidade de conduzir os trabalhos investigativos, que incluem análise documental, oitivas e eventual encaminhamento de relatórios aos órgãos competentes.
Alcance da investigação
De acordo com o requerimento nº 243/2026, lido em plenário, a CPI terá como foco uma série de pontos relacionados ao contrato com a empresa.
Entre os aspectos que serão analisados estão:
- possíveis irregularidades administrativas, contratuais, sanitárias, financeiras e operacionais;
- a legalidade do processo licitatório que resultou na contratação;
- a capacidade técnica, logística e operacional da empresa;
- o cumprimento das obrigações contratuais, como hospedagem, cirurgias, vacinação, microchipagem e recolhimento de animais;
- as condições sanitárias e estruturais da clínica;
- a eventual existência de subcontratações irregulares, intermediações indevidas ou sobrepreço.
O contrato investigado prevê a prestação de serviços veterinários e tem valor estimado em R$ 22 milhões, com duração de três anos.
Vereadoras destacam foco da apuração
Presidente da CPI, a vereadora Teka dos Animais afirmou que a investigação será conduzida com base em provas já reunidas. “Vamos conduzir essa CPI nos embasando em provas, que inclusive, já temos coletadas”, afirmou.
Ela também ressaltou que o objetivo não é direcionado a perseguições, mas à fiscalização dos serviços prestados.
A relatora Joce Canto destacou a necessidade de transparência no processo e a relevância do contrato para o município.
“O principal objetivo será apurar se a empresa vem prestando um bom serviço, afinal é um contrato de R$ 22 milhões com duração de 3 anos, que já no seu início, tem inúmeras denúncias de maus-tratos”, pontuou.

