Qualidade da água: moradores de PG realizam ato para cobrar solução da Sanepar

A população de Ponta Grossa irá realizar, na próxima quarta-feira (25), um manifesto pelo direito à qualidade da água e por preços mais justos nas faturas. O ato está marcado para às 13h30, em frente ao prédio da Sanepar, na Rua Balduíno Taques, nº 1150, no centro da cidade.

A mobilização ocorre após uma série de denúncias envolvendo aumento expressivo nas contas de água e reclamações sobre alterações no cheiro, gosto e até na coloração da água distribuída na cidade. Os relatos são constantes desde o início do ano.

Moradores de PG realizam ato para cobrar qualidade da água da Sanepar
O manifesto será realizado em frente a Sanepar, na Rua Balduíno Taques, nº 1150. Foto: Google Maps

Reclamações sobre valores nas faturas

Moradores de diferentes regiões de Ponta Grossa relataram aumento nas cobranças nos últimos meses. No bairro Recanto Brasil, na Colônia Dona Luiza, por exemplo, houve registro de faturas que passaram de R$ 100 para quase R$ 300 em uma residência com três pessoas.

Casos semelhantes também circularam nas redes sociais. Há relatos de contas que saltaram de R$ 300 para R$ 900 e de R$ 200 para R$ 1.200, gerando questionamentos sobre os critérios de leitura e cobrança.

Denúncias sobre a qualidade da água

Além das cobranças, moradores também relatam problemas na qualidade da água, com alterações no cheiro e no gosto. Diante da situação, famílias passaram a comprar galões de água mineral para consumo.

Em posicionamento anterior ao Portal Fornazari.com, a Sanepar informou que a alteração na qualidade da água é decorrente da floração de algas na Represa de Alagados. De acordo com a Companhia, a água distribuída é segura para o consumo humano e não ocasiona riscos à saúde.

A concessionária afirmou ainda que realizou adequações no processo de tratamento com adição de carvão ativado, o que deveria estar estabilizando as características organolépticas da água gradativamente. Segundo a empresa, os resultados das análises laboratoriais são monitorados por uma rede de saúde pública formada por Vigilância Sanitária, Secretaria Estadual de Saúde e Ministério da Saúde.

Quanto às faturas, a Companhia sustenta que a leitura e a cobrança estão sendo feitas sem intercorrências na cidade e orienta que clientes que identificarem divergências entrem em contato para análise individual.

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