Luizinho Lopes explica por que o Operário se resguardou mesmo com um a mais
A vitória do Operário por 2 a 0 sobre o Azuriz, líder da primeira fase, deixou o torcedor satisfeito com o resultado, mas gerou um questionamento tático: por que a equipe não manteve a pressão ofensiva total após a expulsão de um jogador adversário? Em coletiva, o técnico Luizinho Lopes revelou que a decisão de “recuar” a linha de marcação foi uma medida de segurança ditada por problemas físicos inesperados.
O fator Cuenu no Operário
O principal motivo para a mudança de postura não foi uma escolha puramente conservadora, mas sim uma necessidade médica. O zagueiro Cuenu apresentou fortes cãimbras no momento em que a equipe já não podia realizar mais trocas.
Segundo o treinador, “a ideia era a gente continuar em cima, continuar alto, mas gerou essa preocupação de estar com zagueiro sem poder mexer, com cãimbra, e estava travando a perna dele”. Com um defensor limitado fisicamente, manter o time no campo de ataque poderia ser fatal em caso de um contra-ataque rápido.

O risco das transições do Azuriz
Além do problema físico, a característica de jogo do Azuriz pesou na decisão de Luizinho Lopes. O técnico destacou que o adversário é perigoso justamente quando encontra espaços para correr.
“O ponto forte do Azuriz são as transições, um jogo direto. Então a gente se resguardou um pouco mais, muito por conta do Cuenu”, explicou o comandante do Fantasma. Ele reforçou que manter uma postura agressiva com uma linha defensiva alta seria um risco desnecessário: “Se a gente tivesse muito alto ali, a gente poderia ter problema”.
Controle e proteção
Em vez de buscar o terceiro gol de forma desordenada, o alvinegro optou por uma estratégia de manutenção de posse de bola e proteção defensiva para garantir a vantagem de dois gols construída. Assista ao vídeo no Instagram do Fala, Fornazari.
O treinador pontuou que o grupo precisou ser inteligente para interpretar o momento do jogo:
“A gente se preocupou um pouquinho em ficar exposto, em ficar muito alto, dar muito campo… A gente procurou dar uma proteção maior [ao Cuenu] e tentar ficar um pouquinho mais com a bola”.
Embora o desejo inicial fosse “continuar em cima”, a prioridade da comissão técnica foi valorizar o resultado de 2 a 0 em uma fase eliminatória contra um adversário físico e perigoso nas bolas longas. O foco agora se volta para o jogo de volta, onde o Fantasma leva a vantagem para Pato Branco.
