Sindicato contesta versão da secretária de Educação sobre merenda escolar e cobra reunião
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ponta Grossa (SindServ-PG) afirma ter recebido denúncias de merendeiras e pais de alunos sobre falta de alimentos e restrição de repetição nas escolas municipais após a terceirização da merenda escolar.
Em entrevista ao Fornazari.com, Eliel Padilha Ferreira da SindServ-PG, destaca as denúncias recebidas pelo sindicato e aponta a opinião da instituição sobre o atual modelo.
Sindicato afirma receber denúncias
Questionado sobre como a entidade avalia o início do novo modelo de fornecimento da merenda, Eliel afirma que o sindicato sempre foi contrário à terceirização e tem sido procurado constantemente por trabalhadores das escolas e familiares.

Foto: Emmanuel Fornazari
“A gente está recebendo muitas denúncias em relação a questão geral da merenda. O sindicato sempre é contra e foi contra a terceirização da merenda, porque a gente sabia que de algum ponto ia estourar e infelizmente está estourando com os trabalhadores.”
Segundo ele, o sindicato considera que o serviço anterior não apresentava problemas que justificassem mudanças: “Era um serviço que não tinha reclamação nenhuma da população, que não tinha necessidade de mexer. Porém, foi mexido.”
Eliel afirma que as denúncias, que foram realizadas com fotos e vídeos, incluem relatos de pouca comida e impossibilidade de repetição. De acordo com ele, as trabalhadoras não querem se expor, mas o sindicato está reunindo os materiais comprobatórios.
Reunião com a secretária ainda não ocorreu
O dirigente do SindServ-PG afirma que a entidade tenta agendar uma reunião com a secretária de Educação desde o início do ano letivo, mas ainda não conseguiu.
Além disso, Eliel afirma que o sindicato aguarda diálogo antes de tornar públicas todas as denúncias. “Então, o sindicato está aguardando essa reunião para a gente não expor. Mas se ela não receber o sindicato para dar uma resposta para nós, a gente vai ter que expor essa situação.”
Ao comentar as declarações da secretária de Educação, que afirmou não ter constatado irregularidades graves e que o sistema passa por ajustes, Eliel disse que a percepção do sindicato é diferente.
“O sindicato entende que talvez a gente não esteja visitando os mesmos locais de trabalho. Porque onde o sindicato está visitando e onde a gente está recebendo essa demanda, a situação está complicada.”
Com isso, ele destaca que o assunto deveria ser discutido entre Secretaria da Educação, vereadores e sindicato, para que seja possível chegar num “denominador comum” em relação ao problema.
Defesa da reversão da terceirização
“Com o sindicato a gente defende totalmente a reversão desse projeto de terceirização. É voltar como era antes”, destaca.
Eliel também citou a avaliação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre a merenda anterior: “A educação aqui tinha vários problemas a serem arrumados, mas a merenda era uma que não tinha problema algum, tanto que tinha a nota 8.8 do TCE, então não tinha o porquê mexer.”
