Receita de Ponta Grossa cresce menos e queda no IPVA preocupa Prefeitura

A Prefeitura de Ponta Grossa registrou desaceleração no crescimento da Receita Corrente Líquida (RCL) no primeiro quadrimestre de 2026. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (28), durante audiência pública na Câmara Municipal, quando o Executivo prestou contas das metas fiscais e dos investimentos realizados nos primeiros quatro meses do ano. Segundo a Secretaria da Fazenda, a redução na arrecadação do IPVA teve impacto direto no resultado.

RESUMO

  • Prestação de contas foi apresentada em audiência pública na Câmara.
  • Receita Corrente Líquida cresceu 2,03% no primeiro quadrimestre.
  • No mesmo período de 2025, o crescimento havia sido de 13,09%.
  • Prefeitura atribui desaceleração à redução da arrecadação do IPVA.
  • Receita total do município ultrapassa R$ 1,68 bilhão.
  • Saúde informou mais de 300 mil atendimentos nas UPAs em 2026.

O plenário da Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) recebeu nesta quinta-feira (28) a apresentação dos relatórios de prestação de contas referentes ao primeiro quadrimestre de 2026. As audiências públicas atendem à legislação federal que exige a demonstração periódica do cumprimento das metas fiscais pelos municípios.

Durante a exposição dos dados financeiros, o secretário municipal da Fazenda, Cláudio Grokoviski, destacou que a Receita Corrente Líquida (RCL) do município apresentou crescimento menor em comparação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o relatório apresentado, a variação registrada foi de 2,03%, índice significativamente inferior aos 13,09% contabilizados no primeiro quadrimestre de 2025.

Atualmente, a receita total do município soma R$ 1.685.496.238,69.

Queda no IPVA impacta arrecadação

De acordo com Grokoviski, o principal fator para a desaceleração foi a redução na arrecadação proveniente do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

O secretário afirmou que a diminuição das alíquotas do imposto afetou diretamente os repasses aos municípios, já que metade da arrecadação do IPVA é destinada às cidades onde os veículos estão registrados.

“Eu não sou contrário a essa diminuição, mas a forma como foi feita prejudicou muito os municípios, que não tiveram nenhuma contrapartida”, afirmou.

O tema já vinha sendo tratado pela administração municipal nos últimos meses. A Prefeitura estima que a perda de arrecadação com o IPVA poderá impactar investimentos e o planejamento financeiro ao longo do ano.

Saúde ultrapassa 300 mil atendimentos nas UPAs

Além da prestação de contas da área fiscal, a Secretaria Municipal de Saúde também apresentou os números do primeiro quadrimestre de 2026.

Entre os dados divulgados, o destaque foi o volume de atendimentos realizados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município, que ultrapassou a marca de 300 mil procedimentos somados.

A pasta também apresentou metas para os próximos meses, incluindo:

  • Ampliação da cobertura vacinal;
  • Fortalecimento de programas voltados à redução das filas de consultas e exames especializados;
  • Ampliação da integração com consórcios de saúde;
  • Ações para reforçar a governança e a gestão dos serviços de saúde.

As audiências públicas de prestação de contas são realizadas periodicamente e servem para apresentar à população e aos vereadores a situação financeira do município e os resultados alcançados pelas diferentes áreas da administração pública.

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