Documentário da UEPG mostra a reconstrução de famílias ucranianas
A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) lança no dia 30 de julho o documentário “Rodyna”, que retrata a trajetória de pesquisadores ucranianos e familiares acolhidos no Paraná desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022. A produção será exibida às 16h30, na Cinemateca de Curitiba, em evento fechado para imprensa e convidados.
Com 67 minutos de duração, o filme é resultado de uma longa jornada de mais de três anos de trabalho, com cerca de 200 horas de gravação e outras 150 horas dedicadas à edição. O vídeo mostra como famílias ucranianas passaram a viver em diferentes cidades do estado e reconstruíram a vida no Brasil, com destaque para moradias populares viabilizadas por políticas de acolhimento.
A palavra “Rodyna” significa “família” em ucraniano. O filme registra a experiência de 22 bolsistas ucranianos e seus familiares em cidades como Curitiba, Ponta Grossa, Irati, Prudentópolis, Londrina e Foz do Iguaçu. Além de retratar o cotidiano desses refugiados da guerra, a obra mostra como universidades e instituições públicas do Paraná atuaram no acolhimento.
“A presença desses ucranianos no Paraná e a ausência deles na Ucrânia, por conta da guerra, ressignifica a palavra família em outras terras, que se tornaram também uma pátria”, afirma o reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto, que coordena o projeto.
Documentário destaca acolhida de cientistas
A produção é assinada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Fundação Araucária e UEPG. A coordenação da equipe de filmagens e entrevistas ficou a cargo da jornalista Luciane Navarro. Os registros incluem universidades, centros culturais e pontos de referência da comunidade ucraniana no estado, como o Memorial Ucraniano e o Museu do Milênio, além do Parque Nacional do Iguaçu.
A iniciativa também apresenta detalhes do Programa Paranaense de Acolhida aos Cientistas Ucranianos, política pública estadual criada em resposta à crise humanitária e institucionalizada de forma permanente em 2024. Desde então, o programa passou a receber de maneira contínua pesquisadores vindos da Ucrânia, oferecendo oportunidades de moradia, trabalho e integração social.
Entre as ações de maior impacto do programa, estão os projetos habitacionais destinados às famílias acolhidas. As filmagens registram como a moradia digna tem sido parte essencial do processo de reconstrução da vida dessas pessoas, ao lado do apoio institucional das universidades.
Para o secretário da Seti, Aldo Nelson Bona, o filme reforça a dimensão humanitária e científica da iniciativa. “É uma produção que emociona e ao mesmo tempo documenta um momento histórico. Demonstra como a ciência e a solidariedade podem caminhar juntas”, afirma.
Já o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destaca que a presença de pesquisadores ucranianos nas universidades do Paraná tem gerado impactos positivos nos programas de pós-graduação e fortalecido a internacionalização da ciência paranaense. “O impacto do acolhimento vai além da solidariedade; ele resulta em colaboração, inovação e desenvolvimento.”
O lançamento na Cinemateca marca o encerramento do ciclo de produção e será uma oportunidade para que os convidados conheçam de perto as histórias que refletem uma política pública voltada para o acolhimento com dignidade.
SERVIÇO
🎬 Lançamento do documentário “Rodyna”
📍 Cinemateca de Curitiba
🗓️ Data: 30 de julho de 2025 (quarta-feira)
⏰ Horário: 16h30
🎟️ Evento exclusivo para imprensa e convidados




