PG inicia instalação de armadilhas para mapear focos do mosquito da dengue

Ponta Grossa iniciou a instalação de armadilhas conhecidas como ovitramps, utilizadas para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A medida antecipa as ações de controle antes do período de maior incidência da doença, no verão.

As armadilhas são instaladas em pontos estratégicos da cidade e têm como objetivo atrair fêmeas do mosquito para a deposição de ovos. O material coletado é encaminhado para análise laboratorial, permitindo identificar áreas com maior circulação do vetor e orientar ações de prevenção.

O processo começa com a visita de agentes comunitários de saúde às residências previamente selecionadas. Após a autorização dos moradores, o dispositivo é instalado no local.

“A população pode ficar tranquila quanto à segurança da ação, por isso é fundamental que aqueles que puderem, recebam as nossas equipes e tirem todas as dúvidas que acharem pertinentes”, afirma o diretor de Vigilância em Saúde, Cleiber Flores.

Primeira etapa de instalação

Na fase inicial, as visitas ocorreram em imóveis localizados na Vila DER, Jardim Paraíso, Vila Odete, Núcleo Pitangui, Lagoa Dourada, Santa Maria, Vila Cipa, Bonsucesso, São José, Santa Terezinha, Núcleo Rio Verde e no distrito do Guaragi.

Segundo o coordenador do Centro de Controle de Zoonoses, Leandro Inglês, a previsão é ampliar a cobertura. “Até o final de janeiro, nosso objetivo é realizar a instalação de ovitramps em todos os bairros de Ponta Grossa, garantindo um mapeamento estratégico de toda a cidade”, explica.

Como funcionam as ovitramps

As armadilhas são fixadas a até 1,5 metro do chão, em locais sombreados, protegidos da chuva e fora do alcance de crianças e animais. Dentro do recipiente, é colocada uma mistura de água com atrativo à base de levedo, que chama as fêmeas do mosquito.

Cada ovitramp pode atrair insetos em um raio de até 300 metros. Após sete dias, o agente retorna ao imóvel para recolher a palheta com os ovos e substituí-la por uma nova. O material coletado é levado ao Centro de Controle de Zoonoses, onde passa por contagem e análise.

Após um segundo ciclo de sete dias, a armadilha é retirada, com pausa de duas semanas antes de uma nova instalação.

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