Prefeitura indica pagamento da inflação em parcela única na data-base

A Prefeitura de Ponta Grossa indicou que o reajuste inflacionário dos servidores será pago em parcela única na data-base de 2026. A informação foi confirmada pelo secretário da Fazenda, que também descartou aumentos acima da inflação.

RESUMO
Prefeitura prevê reposição da inflação sem parcelamento em 2026.

  • Reajuste será pago integralmente na data-base
  • Município descarta aumento acima da inflação
  • Queda de arrecadação impacta decisão

Pagamento em parcela única

O secretário da Fazenda de Ponta Grossa, Cláudio Grokoviski, afirmou que a administração municipal vai pagar a reposição inflacionária dos servidores em parcela única na data-base de 2026.

Segundo ele, a medida representa uma mudança em relação a anos anteriores, quando os reajustes foram parcelados. “A gente tem por obrigatoriedade fazer no mínimo o repasse inflacionário”, destacou.

Secretário Cláudio Parcela Única
Secretário Cláudio conversou com a reportagem do Fornazari.com após a manifestação – Foto: Sara Dalzotto

Reajuste depende de índice oficial

De acordo com o secretário, o pagamento está condicionado à divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que deve ser publicado pelo IBGE nos próximos dias.

“Temos que esperar o IBGE divulgar o IPCA para fazermos o repasse inflacionário agora no mês de abril no vale e, em maio, na data-base para as categorias que não tiveram antecipação”, explicou.

Prefeitura descarta aumento real

Grokoviski reforçou que o município não irá conceder reajustes acima da recomposição. “Se não conseguimos ir acima da inflação neste ano, é porque temos responsabilidade fiscal. Não vamos gastar acima daquilo que é possível”, afirmou.

A declaração reforça o posicionamento já adotado pelo Executivo diante das reivindicações do sindicato, que pede aumento superior ao índice inflacionário, com 15% de aumento nos salários e 50% no vale-alimentação.

Manifestação é considerada legítima

Apesar do impasse, Grokoviski afirmou que a administração vê a mobilização dos servidores como legítima.

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