Servidores exigem reunião com a prefeita Elizabeth por reajuste salarial
Servidores municipais de Ponta Grossa cobraram reunião com a prefeita Elizabeth Schmidt após mobilização nesta semana. A categoria mantém pedido de reajuste de 15% e aumento no vale-alimentação, além de exigir abertura de diálogo direto.
RESUMO
Servidores pressionam por reunião direta com a prefeita.
- Categoria mantém pedido de 15% de reajuste
- Sindicato cobra diálogo presencial com Elizabeth
- Nova paralisação pode evoluir para estado de greve
Categoria cobra diálogo direto com a prefeita
A mobilização dos servidores municipais em frente à Prefeitura de Ponta Grossa resultou na formalização de uma contraproposta que mantém as reivindicações já apresentadas pela categoria.
O presidente do SindServ, Luiz Eduardo Pleis, afirmou que, além das questões salariais, a principal exigência é a abertura de diálogo direto com a prefeita Elizabeth Schmidt.
“Nós queremos discutir presencialmente. Queremos a presença da prefeita Elizabeth, junto com a comissão eleita e o sindicato, para que possamos deliberar os próximos encaminhamentos”, declarou.
Reivindicações seguem mantidas
A categoria mantém como ponto de partida o pedido de reajuste de 15% na data-base e aumento de 50% no vale-alimentação, com o benefício passando de R$ 600 para R$ 900.
Segundo Pleis, a proposta representa uma nova tentativa de abrir negociação com o Executivo. “Estamos dando a possibilidade mais uma vez para a prefeita sentar com o sindicato para iniciar essa mesa de negociação, que até então não foi iniciada presencialmente”, afirmou.

Mobilização supera expectativas
De acordo com o sindicato, cerca de mil servidores participaram do ato, número considerado acima do esperado pela organização.
“Os trabalhadores estão muito engajados. Isso é apenas uma parcela dos mais de 8 mil servidores. Esse movimento pode crescer ainda mais caso não haja resposta”, destacou o dirigente.
Prazo e possibilidade de greve
O sindicato estabeleceu prazo até a próxima quarta-feira para que a Prefeitura agende uma reunião oficial com a categoria. Caso não haja retorno, os servidores já discutem a possibilidade de intensificar o movimento.
“Se não houver movimentação, vamos convocar os trabalhadores para discutir um possível estado de greve geral”, alertou Pleis.
Reposta da Prefeitura
Em resposta, a gestão municipal afirmou que não há como atender ao pedido de 15% de aumento e 50% no vale. A administração alega que a definição da reposição depende da divulgação oficial da inflação acumulada e que “na atual conjuntura não há como o Município atender à solicitação” acima desses índices.
