Servidores da Educação pedem saída da secretária Joana D’Arc em manifestação
Servidores da Educação de Ponta Grossa pediram a saída da secretária Joana D’Arc durante protesto nesta quarta-feira (8). A mobilização foi marcada por críticas a ameaças de punição e denúncias de falta de diálogo com a gestão.
RESUMO
Protesto amplia crise entre servidores e secretária de Educação.
- Categoria pede saída da secretária Joana D’Arc
- Sindicato denuncia ameaças e diz que houve tentativa de coação
- Mobilização pode evoluir para estado de greve
Protesto tem críticas diretas à gestão da secretária Joana
A mobilização dos servidores municipais em frente à Prefeitura de Ponta Grossa, nesta quarta-feira (8), foi marcada por críticas diretas à Secretaria de Educação. Durante o ato, trabalhadores pediram a saída da secretária Joana D’Arc Panzarini Egg.
Em meio aos protestos, servidores entoaram frases como:
“Joana pode correr, a Educação não precisa de você”.
O movimento ocorre em meio ao impasse entre a categoria e o Executivo, principalmente após a divulgação de um informativo com previsão de punições para quem aderisse à paralisação.

Indicação de punição geram reação
O documento, assinado pela secretária, classificou a paralisação como “suspensão do contrato de trabalho por falta de contraprestação de serviços” e indicou medidas como desconto salarial, perda do repouso semanal remunerado (RSR), retirada do prêmio assiduidade e impossibilidade de compensação de horas.
Para o sindicato, a postura foi interpretada como tentativa de intimidação. “A secretária enviou um informativo para todas as unidades escolares em tom de ameaça e de coação”, afirmou o representante sindical Eliel Padilha.
Ele destacou ainda que o movimento seguiu os trâmites legais. “O sindicato cumpriu todas as regras em relação à comunicação. Não tinha que ter ameaça”, completou.
Falta de diálogo e condições de trabalho
Além das críticas ao posicionamento da secretaria, os servidores apontam problemas estruturais na rede municipal de ensino. Segundo o sindicato, há falta de profissionais, salas superlotadas e ausência de respostas às reivindicações da categoria há mais de um mês.
“Os trabalhadores da educação estão cansados e indignados com a falta de apoio da Secretaria”, afirmou Padilha. O dirigente também questionou a condução da pasta. “Parece que não é a secretária que está comandando. Parece que existe um comando superior”, declarou.
Movimento pode se intensificar
Mesmo diante do alerta de punições, a paralisação foi mantida e reuniu servidores em frente à Prefeitura. O sindicato indica que a mobilização pode avançar para medidas mais amplas caso não haja abertura de diálogo por parte da administração municipal.
