Servidores da Educação pedem saída da secretária Joana D’Arc em manifestação

Servidores da Educação de Ponta Grossa pediram a saída da secretária Joana D’Arc durante protesto nesta quarta-feira (8). A mobilização foi marcada por críticas a ameaças de punição e denúncias de falta de diálogo com a gestão.

RESUMO
Protesto amplia crise entre servidores e secretária de Educação.

  • Categoria pede saída da secretária Joana D’Arc
  • Sindicato denuncia ameaças e diz que houve tentativa de coação
  • Mobilização pode evoluir para estado de greve

Protesto tem críticas diretas à gestão da secretária Joana

A mobilização dos servidores municipais em frente à Prefeitura de Ponta Grossa, nesta quarta-feira (8), foi marcada por críticas diretas à Secretaria de Educação. Durante o ato, trabalhadores pediram a saída da secretária Joana D’Arc Panzarini Egg.

Em meio aos protestos, servidores entoaram frases como:

“Joana pode correr, a Educação não precisa de você”.

O movimento ocorre em meio ao impasse entre a categoria e o Executivo, principalmente após a divulgação de um informativo com previsão de punições para quem aderisse à paralisação.

Servidores pedem saída da secretária Joana D'Arc
Cartaz contra a secretária Joana – Foto: Emmanuel Fornazari

Indicação de punição geram reação

O documento, assinado pela secretária, classificou a paralisação como “suspensão do contrato de trabalho por falta de contraprestação de serviços” e indicou medidas como desconto salarial, perda do repouso semanal remunerado (RSR), retirada do prêmio assiduidade e impossibilidade de compensação de horas.

Para o sindicato, a postura foi interpretada como tentativa de intimidação. “A secretária enviou um informativo para todas as unidades escolares em tom de ameaça e de coação”, afirmou o representante sindical Eliel Padilha.

Ele destacou ainda que o movimento seguiu os trâmites legais. “O sindicato cumpriu todas as regras em relação à comunicação. Não tinha que ter ameaça”, completou.

Falta de diálogo e condições de trabalho

Além das críticas ao posicionamento da secretaria, os servidores apontam problemas estruturais na rede municipal de ensino. Segundo o sindicato, há falta de profissionais, salas superlotadas e ausência de respostas às reivindicações da categoria há mais de um mês.

“Os trabalhadores da educação estão cansados e indignados com a falta de apoio da Secretaria”, afirmou Padilha. O dirigente também questionou a condução da pasta. “Parece que não é a secretária que está comandando. Parece que existe um comando superior”, declarou.

Movimento pode se intensificar

Mesmo diante do alerta de punições, a paralisação foi mantida e reuniu servidores em frente à Prefeitura. O sindicato indica que a mobilização pode avançar para medidas mais amplas caso não haja abertura de diálogo por parte da administração municipal.

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