Servidores fazem assembleia e podem deflagrar greve em Ponta Grossa
Servidores municipais de Ponta Grossa realizam nesta quarta-feira (15) uma assembleia para decidir os rumos da negociação salarial, em meio a impasse com a Prefeitura que pode resultar na deflagração de greve geral.
RESUMO
Categoria avalia próximos passos após impasse com o Executivo.
- Assembleia pode definir greve geral dos servidores
- Prefeitura oficializou reajuste de 4,14% no vale-alimentação
- Sindicato mantém cobrança por negociação direta com a prefeita
Assembleia pode definir greve geral
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ponta Grossa (SindServ) realiza nesta quarta-feira (15) uma Assembleia Geral Extraordinária que pode definir a deflagração de greve da categoria.
A reunião está marcada para às 18h15, na sede da entidade sindical, e deve deliberar sobre os próximos encaminhamentos das negociações da data-base de 2026, que envolvem reajuste salarial e aumento no vale-alimentação.
Reajuste concedido não atende reivindicações
Na terça-feira (14), a Prefeitura oficializou o reajuste de 4,14% no vale-alimentação, o que representa um acréscimo de R$ 24,84 no benefício, totalizando R$ 624,84.
O índice acompanha a variação inflacionária do período, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e confirma a sinalização já feita pelo secretário da Fazenda, Claudio Grokoviski, em entrevista ao Fornazari.com.
Apesar disso, o SindServ mantém a pauta discutida e definida com os servidores, que inclui:
- reajuste de 15% nos salários
- aumento de 50% no vale-alimentação
- abertura de negociação direta com a prefeita Elizabeth Schmidt
Sindicato critica decisão e ausência de diálogo
Após a oficialização do reajuste, o sindicato divulgou uma nota de repúdio à decisão da Prefeitura, criticando o valor aplicado e a condução do processo.
“O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais manifesta seu mais veemente REPÚDIO ao reajuste proposto pela Gestão Municipal, anunciado nesta data por meio do Decreto n° 26.485/2026.
O aumento de apenas R$ 24,84 no vale-alimentação demonstra o total descaso da administração com os servidores públicos e contraria o discurso de valorização frequentemente anunciado pela própria gestão.”
Outro ponto destacado é a falta de negociação com o Executivo:
“O Sindicato destaca que não houve qualquer tipo de diálogo com a entidade sindical ou com a comissão de trabalhadores, evidenciando a falta de respeito com os profissionais que garantem diariamente a qualidade dos serviços públicos prestados à população.”
Categoria cobra diálogo direto com o Executivo
Um dos pontos centrais do conflito é a ausência de negociação direta com o governo municipal. Representantes sindicais afirmam que as reivindicações foram protocoladas há mais de um mês, sem retorno formal ou abertura de mesa de diálogo presencial.
A exigência de uma reunião com a prefeita segue como uma das principais condições colocadas pela categoria para avançar nas tratativas.
Prazo estabelecido após paralisação
A assembleia desta quarta-feira ocorre após o prazo estabelecido pelo sindicato durante a paralisação realizada no dia 8 de abril, em frente à Prefeitura.
Na ocasião, cerca de mil servidores participaram do ato, que também teve como objetivo pressionar o Executivo pela abertura de negociação.
Segundo o SindServ, foi dado prazo até esta quarta-feira (15) para que a Prefeitura apresentasse uma resposta oficial e agendasse reunião com a categoria. Sem retorno até o momento, os servidores devem avaliar a intensificação do movimento.



